Estratégia sem-abrigo: “Não estamos especialmente com muito ânimo”
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Foto: Inês Braga Sampaio/RR
Notícia de Renascença
Número de pessoas em situação de sem-abrigo em Portugal está a crescer e a Presidência da República mudou sem que Marcelo conseguisse atingir o seu desígnio, acredita a diretora-geral Associação dos Albergues Noturnos do Porto. “Esta é uma realidade muitas vezes invisível."
A Associação dos Albergues Noturnos do Porto disse que “está a custar a acontecer” o arranque da nova estratégia para a integração das pessoas em situação de sem-abrigo.
Em entrevista à Renascença e à Agência Ecclesia, a diretora-geral desta instituição particular de solidariedade social, Carmo Fernandes, lamentou que em 2025 não tenham avançado apoios.
A associação está a avançar com medidas como o "Housing First”, entregando uma casa à pessoa "sem nenhuma contrapartida. O objetivo é atingir as 20 habitações até final do ano.
“A verdade é que é considerada pela estratégia uma resposta prioritária e inovadora, mas desde 2023 não abre nenhuma possibilidade de financiamento” para situações de sem-abrigo, contou.
Em 2025, a associação registou mais de 800 pedidos de admissão por causa “dos despejos e dos efeitos do preço da habitação”.
Perante o aumento de casos sem-abrigo, Carmo Fernandes acredita ser difícil “avaliar o que significa” o facto de o Instituto da Segurança Social ter passado a ser responsável pela execução do plano, mas defende a necessidade de uma intervenção integrada.
A dirigente disse esperar que o novo Presidente da República ajude a combater a invisibilidade deste flagelo social.
“Esta é uma realidade muitas vezes invisível. Gostava que [António José Seguro] fosse luz para esta realidade”.
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